O material disponível nos sites de busca é amplo e abordam muitos enfoques diferentes.
Achei interessantes as leituras sobre Educação Especial que fazem comparação com a Educação Acessível, já que os “leigos” como eu nesta área talvez façam equivalência.
Em algumas situações, os termos podem referir-se a mesma coisa, porém é preciso atenção para suas diferenças. Por isso, selecionei alguns links que falam sobre esta comparação.
http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/aprendizado-mais-facil-424764.shtml
http://www.bengalalegal.com/eliza3.php
http://www.fraterbrasil.org.br/uma_reflexao_sobre_a_educacao_es.htm
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-65382007000200011&script=sci_arttext
http://www.artigonal.com/educacao-artigos/consideracoes-sobre-educacao-especial-e-educacao-inclusiva-1282926.html
domingo, 30 de maio de 2010
EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Reflexões sobre a Educação Inclusiva
Historicamente, temos observado o comportamento excludente para com pessoas com alguma limitação ou deficiência. Banimos e execramos os cidadãos que se distanciavam da chamada normalidade. Em outros momentos, a medicina os tratou como doentes e, em reclusão e uso de medicação, os conservava fora da sociedade. Em nossos dias, ainda encontramos famílias que mantêm o deficiente fora da sociedade, em um mundo particularizado, por preconceito ou por ignorância.
Atualmente, a sociedade brasileira vivencia um processo reivindicado há muitas décadas. Trata-se da inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais nas escolas (comuns) da rede regular de ensino.
Mas, ao refletirmos sobre este tema, muitas dúvidas surgem. Por exemplo, que conceito temos sobre deficiência e sobre inclusão? Como as escolas e os educadores entendem que deva ser esta inclusão? Como as famílias devem participar? Que adaptações físicas devem ser feitas? Como capacitar as pessoas que trabalham com esses alunos?
Pesquisadores que atuam em diversos países definem a inclusão como uma transformação na escola, uma reestruturação para atender a todo tipo de aluno: pessoas com deficiências físicas, mentais, sensoriais ou múltiplas e com qualquer grau de severidade dessas deficiências; homens e mulheres sem deficiências ou com características atípicas. Tendo como referência o princípio da igualdade de direitos e reconhecendo toda a diversidade existente entre os seres humanos, esses estudiosos reafirmam a educação como um bem comum e um direito de todos.
A Política Nacional Brasileira para a Educação Especial orienta os Sistemas de Ensino à elaboração de planos de educação em consonância com as diretrizes propostas pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Isso remete à inclusão da comunidade escolar (alunos, professores, gestores, pais ou responsáveis e demais profissionais) na elaboração do planejamento e execução de uma educação realmente inclusiva.
Espera-se a priorização da inclusão de crianças com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento: a) na educação infantil, buscando a universalização do acesso; b) atendimento educacional especializado em consonância com as diretrizes da educação inclusiva, no contra-turno da escolarização, ampliando a carga horária diária; c) substituição das classes especiais por salas de recursos multifuncionais; d) transformar as escolas em centros especializados no atendimento, produção de materiais acessíveis e capacitação docente.
Outra abordagem são ações pró- inclusão são as experiências profissionais socializadas que contribuam para a produção de conhecimento, desenvolvimento de práticas inovadoras e fortalecimento do processo de inclusão escolar. A criação de redes de apoio à inclusão, com a colaboração de setores responsáveis pela saúde e assistência social, além de outros segmentos da sociedade, deve ser estimulada.
Percebemos que a realidade retrata uma situação que não é a ideal e, apesar de estarmos diante de um processo novo, somos informados e observamos por leituras e dados estatísticos que muitos alunos com necessidades especiais freqüentam espaços escolares e estão melhorando sua auto-estima.
A chegada desses alunos à escola é necessária para que educadores e comunidade escolar se mobilizem e a inclusão possa se consolidar.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: 2007. Disponível em: http://teleduc.proinesp.ufrgs.br/cursos/diretorio/atividades_164_39//politica_nacional_edu_especial.pdf. Acesso em 21 jan. 2010.
Historicamente, temos observado o comportamento excludente para com pessoas com alguma limitação ou deficiência. Banimos e execramos os cidadãos que se distanciavam da chamada normalidade. Em outros momentos, a medicina os tratou como doentes e, em reclusão e uso de medicação, os conservava fora da sociedade. Em nossos dias, ainda encontramos famílias que mantêm o deficiente fora da sociedade, em um mundo particularizado, por preconceito ou por ignorância.
Atualmente, a sociedade brasileira vivencia um processo reivindicado há muitas décadas. Trata-se da inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais nas escolas (comuns) da rede regular de ensino.
Mas, ao refletirmos sobre este tema, muitas dúvidas surgem. Por exemplo, que conceito temos sobre deficiência e sobre inclusão? Como as escolas e os educadores entendem que deva ser esta inclusão? Como as famílias devem participar? Que adaptações físicas devem ser feitas? Como capacitar as pessoas que trabalham com esses alunos?
Pesquisadores que atuam em diversos países definem a inclusão como uma transformação na escola, uma reestruturação para atender a todo tipo de aluno: pessoas com deficiências físicas, mentais, sensoriais ou múltiplas e com qualquer grau de severidade dessas deficiências; homens e mulheres sem deficiências ou com características atípicas. Tendo como referência o princípio da igualdade de direitos e reconhecendo toda a diversidade existente entre os seres humanos, esses estudiosos reafirmam a educação como um bem comum e um direito de todos.
A Política Nacional Brasileira para a Educação Especial orienta os Sistemas de Ensino à elaboração de planos de educação em consonância com as diretrizes propostas pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Isso remete à inclusão da comunidade escolar (alunos, professores, gestores, pais ou responsáveis e demais profissionais) na elaboração do planejamento e execução de uma educação realmente inclusiva.
Espera-se a priorização da inclusão de crianças com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento: a) na educação infantil, buscando a universalização do acesso; b) atendimento educacional especializado em consonância com as diretrizes da educação inclusiva, no contra-turno da escolarização, ampliando a carga horária diária; c) substituição das classes especiais por salas de recursos multifuncionais; d) transformar as escolas em centros especializados no atendimento, produção de materiais acessíveis e capacitação docente.
Outra abordagem são ações pró- inclusão são as experiências profissionais socializadas que contribuam para a produção de conhecimento, desenvolvimento de práticas inovadoras e fortalecimento do processo de inclusão escolar. A criação de redes de apoio à inclusão, com a colaboração de setores responsáveis pela saúde e assistência social, além de outros segmentos da sociedade, deve ser estimulada.
Percebemos que a realidade retrata uma situação que não é a ideal e, apesar de estarmos diante de um processo novo, somos informados e observamos por leituras e dados estatísticos que muitos alunos com necessidades especiais freqüentam espaços escolares e estão melhorando sua auto-estima.
A chegada desses alunos à escola é necessária para que educadores e comunidade escolar se mobilizem e a inclusão possa se consolidar.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: 2007. Disponível em: http://teleduc.proinesp.ufrgs.br/cursos/diretorio/atividades_164_39//politica_nacional_edu_especial.pdf. Acesso em 21 jan. 2010.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
TECNOLOGIAS ASSISTIVAS
Sugiro também os dois vídeos abaixo, que são bastante ilustrativos do avanço das pesquisas sobre as diferentes tecnologias assistivas e da sua aplicabilidade com alunos de diferentes faixas etárias.
http://www.youtube.com/watch?v=LR_ta6kNCAE
http://www.youtube.com/watch?v=p7_6J5HrCIk
http://www.youtube.com/watch?v=LR_ta6kNCAE
http://www.youtube.com/watch?v=p7_6J5HrCIk
O excelente trabalho realizado pela UFRGS
Uma boa fonte de informação para conhecer mais sobre as tecnologias acessíveis às pessoas com necessidades especiais você encontra no site do NIEE-UFRGS.
http://www.niee.ufrgs.br/alunos.php
http://www.niee.ufrgs.br/alunos.php
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Celulares
11 de Dezembro de 2009
Outros aparelhos perderão espaço para os celulares nos próximos dez anos
Crédito: Getty Images Danilo Bueno
A telefonia ocupa lugar de destaque na revolução das telecomunicações que se intensificou nos dez últimos anos. O celular, que já foi um aparelho pesado e de visual antiquado, se consolidou como símbolo da sociedade de consumo e acessório obrigatório para o relacionamento entre as pessoas.
Hoje, o Brasil tem 87 celulares para cada 100 habitantes, e esse número continua crescendo. Além de o aparelho ter se tornado mais acessível, o acúmulo de novas funções ajudou a promover o uso. Hoje, o celular já ocupa o espaço de equipamentos como relógios, câmeras fotográficas e MP3 players.
Lançado em 2000, o modelo J-SH04, da japonesa Sharp, foi o primeiro aparelho do mercado com câmera digital integrada, iniciando uma tendência irreversível. A resolução desse primeiro modelo era de apenas 0,11 megapixel, mas a tecnologia avançou ao longo da década. Com fotos de melhor qualidade, o público se tornou um importante colaborador da mídia, pois o envio de flagrantes em tempo real tornou-se uma realidade.
Outro lançamento desses dez anos abriu caminho para os atuais celulares 3G. A transmissão digital de dados já não era novidade: o sistema 2G começou a funcionar em 1991, mas trabalhava com uma velocidade muito baixa. Em 2000, o modelo Timeport, da Motorola, inseriu no mercado a transmissão de dados por pacote, tecnologia conhecida como GPRS. Ela ganhou da mídia o apelido de 2.5G e permitiu o aumento da oferta de serviços e a melhora das condições de acesso à Internet. Porém, a GPRS foi logo superada pela tecnologia EDGE (a "2,75G"), que aumentou em três vezes a velocidade de transmissão.
Mas foi somente com a chegada dos 3G que o uso da internet e a transmissão de dados em alta velocidade por celular engrenou, estimulando o compartilhamento de músicas e vídeos, a recepção de sinal de TV digital e a popularização da MMS, a mensagem multimídia.
Futuro
O 3G mal se estabilizou, e empresas japonesas já estão testando uma quarta geração. Segundos especialistas, a velocidade de conexão dos celulares 4G pode chegar a 100 Mbps, o que permitiria, por exemplo, a realização de teleconferências. A tecnologia 4G também promete acabar com os conflitos entre os diversos padrões de redes sem fio, o que garantiria a conectabilidade em qualquer lugar.
Outras iniciativas prometem mexer até com o bolso de quem faz ligações. A empresa Freakom já está testando em Londrina (PR) um sistema pelo qual o usuário efetua ligações gratuitas de até um minuto em troca de ouvir uma mensagem publicitária antes da chamada.
Outro avanço é apontado por Fiori Mangone, diretor de Vendas e Serviço da Nokia. Para ele, o celular vai ocupar parte do espaço dos cartões de crédito nos próximos dez anos. Sistemas como o Mobile Payment integram o aparelho à rede bancária, possibilitando o pagamento de compras via celular. Já o Mobile Money funciona pelo sistema de recarga e substitui o dinheiro em compras de pequeno valor.
De acordo com Mangone, também devem se destacar celulares que usam sensores para interagir com o corpo humano e o ambiente ao redor. Isso deve revolucionar o design dos aparelhos e permitir até que o celular migre das mãos para o rosto, embutido nos óculos de sol e ativado por voz e movimento da íris.
Outra tendência dos fabricantes de celulares é optar cada vez mais por materiais ecologicamente corretos. A bateria, considerada a principal vilã entre os componentes, deve ser o principal alvo da política ambiental das fabricantes.
Outros aparelhos perderão espaço para os celulares nos próximos dez anos
Crédito: Getty Images Danilo Bueno
A telefonia ocupa lugar de destaque na revolução das telecomunicações que se intensificou nos dez últimos anos. O celular, que já foi um aparelho pesado e de visual antiquado, se consolidou como símbolo da sociedade de consumo e acessório obrigatório para o relacionamento entre as pessoas.
Hoje, o Brasil tem 87 celulares para cada 100 habitantes, e esse número continua crescendo. Além de o aparelho ter se tornado mais acessível, o acúmulo de novas funções ajudou a promover o uso. Hoje, o celular já ocupa o espaço de equipamentos como relógios, câmeras fotográficas e MP3 players.
Lançado em 2000, o modelo J-SH04, da japonesa Sharp, foi o primeiro aparelho do mercado com câmera digital integrada, iniciando uma tendência irreversível. A resolução desse primeiro modelo era de apenas 0,11 megapixel, mas a tecnologia avançou ao longo da década. Com fotos de melhor qualidade, o público se tornou um importante colaborador da mídia, pois o envio de flagrantes em tempo real tornou-se uma realidade.
Outro lançamento desses dez anos abriu caminho para os atuais celulares 3G. A transmissão digital de dados já não era novidade: o sistema 2G começou a funcionar em 1991, mas trabalhava com uma velocidade muito baixa. Em 2000, o modelo Timeport, da Motorola, inseriu no mercado a transmissão de dados por pacote, tecnologia conhecida como GPRS. Ela ganhou da mídia o apelido de 2.5G e permitiu o aumento da oferta de serviços e a melhora das condições de acesso à Internet. Porém, a GPRS foi logo superada pela tecnologia EDGE (a "2,75G"), que aumentou em três vezes a velocidade de transmissão.
Mas foi somente com a chegada dos 3G que o uso da internet e a transmissão de dados em alta velocidade por celular engrenou, estimulando o compartilhamento de músicas e vídeos, a recepção de sinal de TV digital e a popularização da MMS, a mensagem multimídia.
Futuro
O 3G mal se estabilizou, e empresas japonesas já estão testando uma quarta geração. Segundos especialistas, a velocidade de conexão dos celulares 4G pode chegar a 100 Mbps, o que permitiria, por exemplo, a realização de teleconferências. A tecnologia 4G também promete acabar com os conflitos entre os diversos padrões de redes sem fio, o que garantiria a conectabilidade em qualquer lugar.
Outras iniciativas prometem mexer até com o bolso de quem faz ligações. A empresa Freakom já está testando em Londrina (PR) um sistema pelo qual o usuário efetua ligações gratuitas de até um minuto em troca de ouvir uma mensagem publicitária antes da chamada.
Outro avanço é apontado por Fiori Mangone, diretor de Vendas e Serviço da Nokia. Para ele, o celular vai ocupar parte do espaço dos cartões de crédito nos próximos dez anos. Sistemas como o Mobile Payment integram o aparelho à rede bancária, possibilitando o pagamento de compras via celular. Já o Mobile Money funciona pelo sistema de recarga e substitui o dinheiro em compras de pequeno valor.
De acordo com Mangone, também devem se destacar celulares que usam sensores para interagir com o corpo humano e o ambiente ao redor. Isso deve revolucionar o design dos aparelhos e permitir até que o celular migre das mãos para o rosto, embutido nos óculos de sol e ativado por voz e movimento da íris.
Outra tendência dos fabricantes de celulares é optar cada vez mais por materiais ecologicamente corretos. A bateria, considerada a principal vilã entre os componentes, deve ser o principal alvo da política ambiental das fabricantes.
Barulhinho do modem
15 de Dezembro de 2009
'Barulhinho' típico do modem vira coisa de museu
Crédito: Getty Images Danilo Bueno
As novas gerações de internautas já não reconhecem os chiados da conexão discada que eram sinônimo de web até o surgimento da banda larga. "Para a gente que conheceu o começo da Internet, esse barulhinho é inesquecível", afirma Marco Schilling, vice-presidente de TI Terra Latam.
Ele conta que, há dois, precisou recorrer ao velho método via telefone para navegar. "Eu estava sem internet na casa da praia e me lembrei que podia fazer uma conexão por linha telefônica. Quando começou aquele barulhinho do modem, meus filhos perguntaram: 'pai, o que é isso?'", lembra o executivo, ressaltando a velocidade das transformações nos serviços de transmissão de dados na última década.
Na época do tal "barulhinho do modem", o internauta estava acostumado a navegar fora do horário comercial, depois da meia-noite ou aos finais de semana. É que a internet discada, além de lenta e instável, era cobrada em pulsos contados por minuto, como uma ligação local. Conectar-se ao longo do dia significava gastar muito mais.
A chegada da banda larga resolveu esses e outros desconfortos da Internet discada, liberando o usuário para utilizar o telefone durante a conexão, acabando com os ruídos e aumentando a velocidade.
Isso possibilitou uma grande expansão dos serviços de conteúdo, especialmente o incremento da oferta de vídeos. "Com a banda larga, a necessidade de estrutura cresceu. Os usuários ganharam computadores mais potentes e isso fez com que o conteúdo tivesse mais gráficos, fotos, músicas e aplicativos. A estrutura por trás disso teve um crescimento muito grande", explica Schilling.
Depois da banda larga, as tecnologias sem fio - incluindo via rádio ou satélite, ideais para áreas isoladas - protagonizaram a segunda revolução da década em termos de conexão. O baixo custo da instalação de Wi-Fi estimulou estabelecimentos comerciais, universidades e prédios públicos a fornecerem acesso gratuito aos usuários de palmtops, notebooks e celulares, que estão aproveitando as melhores condições de acesso para ficar mais tempo conectados.
A tecnologia WiMAX, que ainda está em pesquisas, é considerada a evolução do Wi-Fi e uma das principais apostas para o futuro da conexão sem fio, ao lado dos celulares 3G. Ela promete viabilizar o fornecimento de internet de alta velocidade para grandes áreas, como cidades inteiras. Outra forma estudada para democratizar o acesso à Internet é a banda larga por rede elétrica, que já está sendo testada por empresas de distribuição de energia.
'Barulhinho' típico do modem vira coisa de museu
Crédito: Getty Images Danilo Bueno
As novas gerações de internautas já não reconhecem os chiados da conexão discada que eram sinônimo de web até o surgimento da banda larga. "Para a gente que conheceu o começo da Internet, esse barulhinho é inesquecível", afirma Marco Schilling, vice-presidente de TI Terra Latam.
Ele conta que, há dois, precisou recorrer ao velho método via telefone para navegar. "Eu estava sem internet na casa da praia e me lembrei que podia fazer uma conexão por linha telefônica. Quando começou aquele barulhinho do modem, meus filhos perguntaram: 'pai, o que é isso?'", lembra o executivo, ressaltando a velocidade das transformações nos serviços de transmissão de dados na última década.
Na época do tal "barulhinho do modem", o internauta estava acostumado a navegar fora do horário comercial, depois da meia-noite ou aos finais de semana. É que a internet discada, além de lenta e instável, era cobrada em pulsos contados por minuto, como uma ligação local. Conectar-se ao longo do dia significava gastar muito mais.
A chegada da banda larga resolveu esses e outros desconfortos da Internet discada, liberando o usuário para utilizar o telefone durante a conexão, acabando com os ruídos e aumentando a velocidade.
Isso possibilitou uma grande expansão dos serviços de conteúdo, especialmente o incremento da oferta de vídeos. "Com a banda larga, a necessidade de estrutura cresceu. Os usuários ganharam computadores mais potentes e isso fez com que o conteúdo tivesse mais gráficos, fotos, músicas e aplicativos. A estrutura por trás disso teve um crescimento muito grande", explica Schilling.
Depois da banda larga, as tecnologias sem fio - incluindo via rádio ou satélite, ideais para áreas isoladas - protagonizaram a segunda revolução da década em termos de conexão. O baixo custo da instalação de Wi-Fi estimulou estabelecimentos comerciais, universidades e prédios públicos a fornecerem acesso gratuito aos usuários de palmtops, notebooks e celulares, que estão aproveitando as melhores condições de acesso para ficar mais tempo conectados.
A tecnologia WiMAX, que ainda está em pesquisas, é considerada a evolução do Wi-Fi e uma das principais apostas para o futuro da conexão sem fio, ao lado dos celulares 3G. Ela promete viabilizar o fornecimento de internet de alta velocidade para grandes áreas, como cidades inteiras. Outra forma estudada para democratizar o acesso à Internet é a banda larga por rede elétrica, que já está sendo testada por empresas de distribuição de energia.
domingo, 15 de novembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Linguagem de sinais

Sistema está sendo testado e deve estar pronto na próxima semana
Segunda, 14 de setembro de 2009
Computador "interpreta" linguagem de sinais pela 1ª vez
Pesquisadores da Universidade Politécnica de Madri (Espanha) criaram o primeiro computador capaz de interpretar a linguagem de sinais utilizada por pessoas com deficiência auditiva. O sistema, que será submetido a vários testes nesta semana, ficará pronto na próxima segunda-feira, de acordo com a instituição.
» Softwares brasileiros ajudam surdos a seguir músicas
» Sistema sem fio une TV e telefone em aparelho para surdez
UPM/Divulgação
Ele é capaz de traduzir, por exemplo, as expressões pronunciadas por funcionários públicos no atendimento a deficientes que desejarem renovar a carteira de identidade. Com a nova tecnologia, segundo a universidade, será dado um grande passo para eliminar as barreiras de comunicação encontradas por pessoas surdas que passam por trâmites administrativos.
O computador realiza o processo de tradução em três fases: reconhece a voz do funcionário ao obter a sequência de palavras pronunciadas, traduz a sequência de palavras e, por fim, reproduz os sinais.
EFE
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Os dois lados do videogame
Criado em Seg, 31/08/2009
Por Vila Filhos
Se você tem filho pequeno ou pré-adolescente, provavelmente já sofreu o embate tradicional pais X videogame. E, talvez nem tenha passado por isso, na sua infância, para saber direitinho como lidar com a situação.
Diferente dos consoles preferidos dos filhos, educação na era moderna não vem com manual de instrução - e é preciso saber os limites e os benefícios do aparato cheio de fios (e até sem fios) que hoje fazem parte do universo dessa geração Wii-PS3.
Wagner Sanchez, mestre em Tecnologia da Informação e especialista em educação, acredita que os pais precisam entender e dosar de forma correta o uso destas tecnologias. "O videogame, como a maioria das tecnologias desta geração, possui vários atributos positivos. Mas possui também alguns negativos, principalmente causados pelo uso excessivo ou pela falta de controle dos pais. A solução não é afastar tudo de nossos filhos, pois nesse caso eles não serão felizes em nossa sociedade", afirma.
O que Wagner sugere é que os pais procurem um equilíbrio para conseguir aproveitar o melhor da tecnologia, sem sofrer com as consequências. Em entrevista ao Vila Filhos, ele explicou um pouco mais sobre os pontos positivos e negativos dos videogame e deu dicas de como dosar a brincadeira em casa.
Existem pontos positivos dos videogames? Quais?
Sim, os jogos dos videogames quando dosados adequadamente em relação ao tempo de uso diário e a escolha do tipo de jogo, são significativos no desenvolvimento emocional, cognitivo e até físico das crianças, dependendo do modelo do videogame. Podem ser importantes para o aprimoramento do raciocínio lógico e matemático, para a capacidade de processar informações de forma rápida, para o aperfeiçoamento da concentração e foco, enfim estimula a formação de novas sinapses - conexões neurais, responsáveis por todo no nosso aprendizado.
E quais os maiores pontos negativos?
Os pontos negativos se dão pela falta de controle dos pais ou dos próprios jovens em relação ao tempo de uso e ao tipo do jogo escolhido. O tempo excessivo em frente às televisões ou computadores utilizando videogame traz alguns problemas tais como o sedentarismo. Os jovens acabam mudando seus hábitos alimentares ocasionando o mal da obesidade. Outro aspecto importante que deve ser ressaltado é a falta de socialização que pode ocorrer, bastante maléfica, pois a criança ou o jovem não desenvolve as principais atribuições para o meio social, comprometendo-os inclusive até na fase adulta. Em relação ao tipo de jogo, deve-se optar por jogos esportivos e educativos evitando os jogos que abusam da violência e tensão, que podem potencializar as atitudes violentas e sem consequência, principalmente das crianças no meio social que ela vive.
Como os pais devem dosar o uso dos videogames?
A dosagem do videogame varia em função da organização familiar, mas a minha recomendação segue a periodicidade da maioria das atividades extras de uma criança. As aulas de natação, as aulas de xadrez ou as aulas de teatro, por exemplo, variam de 2 a 3 vezes por semana e no máximo 2 horas diárias, o mesmo deve ocorrer com o videogame. Ele deve ser "mais" uma atividade de descontração da criança, não pode ser a única, nem a mais importante. O uso também pode ser liberado em eventos especiais, como por exemplo, em um aniversário ou em uma reunião extraordinária dos amigos. Mas é importante que o tempo seja combinado antes, e caso o número de crianças que irão compartilhar o videogame for grande o tempo pode ser aumentado.
É melhor proibir ou saber dosar o uso?
Com toda certeza deve ser dosado. Mas caso o combinado não seja seguido pela criança ele pode ser sim suspenso. Eu acredito que a proibição gratuita não deve ser implementada, pois como todos nós sabemos, o jovem poderá ter acesso a um game em diversos locais que você não conseguiria controlar. Assim, a parceria e os combinados devem ser adotados como premissa.
E como escolher os melhores jogos? Como os pais podem saber o que é prejudicial ou benéfico?
É uma resposta muito subjetiva, pois envolve valores e costumes de cada família. Mas, para tentar dar uma orientação genérica, eu diria que o ideal é que o pai ou responsável faça um test-drive no game. Depois, faça uma reflexão e tente sentir o que o videogame "deixou" em você - foi sentimento de angústia, de excitação, de tristeza, deixou um gostinho de "quero mais", enfim, verifique se estes sentimentos você quer que seu filho tenha. Caso não seja possível fazer esta "degustação" do jogo, você deve se atentar para a faixa etária indicada pelo fabricante, pela sinopse apresentada e se for para arriscar, escolha jogos relacionados a esporte, a raciocínio lógico matemático, a enigmas, a viagens, etc.
Os novos videogames (Wii, PS3) oferecem uma interação maior, com movimentos e até exercícios? Eles são mesmo bons? Conta mesmo como exercícios ou as crianças ainda assim precisam de um tempo ao ar livre?
Esta nova geração de videogames traz um grande aliado que é a minimização do sedentarismo, mas para ele seguem as mesmas orientações em relação ao tipo e ao tempo de jogo, pois a socialização e o ar livre devem estar presentes na vida das nossas crianças.
Vale ressaltar que estes games estão trazendo alguns problemas musculares, pois exigem esforços que as vezes as crianças não estão acostumadas, e no ímpeto do jogo acabam ultrapassando seus próprios limites. Assim, vale a recomendação de se ter uma boa conversa com eles antes da estréia do novo videogame em relação ao um alongamento muscular prévio e alertando para as complicações futuras.
Por Sabrina Passos (MBPress)
Por Vila Filhos
Se você tem filho pequeno ou pré-adolescente, provavelmente já sofreu o embate tradicional pais X videogame. E, talvez nem tenha passado por isso, na sua infância, para saber direitinho como lidar com a situação.
Diferente dos consoles preferidos dos filhos, educação na era moderna não vem com manual de instrução - e é preciso saber os limites e os benefícios do aparato cheio de fios (e até sem fios) que hoje fazem parte do universo dessa geração Wii-PS3.
Wagner Sanchez, mestre em Tecnologia da Informação e especialista em educação, acredita que os pais precisam entender e dosar de forma correta o uso destas tecnologias. "O videogame, como a maioria das tecnologias desta geração, possui vários atributos positivos. Mas possui também alguns negativos, principalmente causados pelo uso excessivo ou pela falta de controle dos pais. A solução não é afastar tudo de nossos filhos, pois nesse caso eles não serão felizes em nossa sociedade", afirma.
O que Wagner sugere é que os pais procurem um equilíbrio para conseguir aproveitar o melhor da tecnologia, sem sofrer com as consequências. Em entrevista ao Vila Filhos, ele explicou um pouco mais sobre os pontos positivos e negativos dos videogame e deu dicas de como dosar a brincadeira em casa.
Existem pontos positivos dos videogames? Quais?
Sim, os jogos dos videogames quando dosados adequadamente em relação ao tempo de uso diário e a escolha do tipo de jogo, são significativos no desenvolvimento emocional, cognitivo e até físico das crianças, dependendo do modelo do videogame. Podem ser importantes para o aprimoramento do raciocínio lógico e matemático, para a capacidade de processar informações de forma rápida, para o aperfeiçoamento da concentração e foco, enfim estimula a formação de novas sinapses - conexões neurais, responsáveis por todo no nosso aprendizado.
E quais os maiores pontos negativos?
Os pontos negativos se dão pela falta de controle dos pais ou dos próprios jovens em relação ao tempo de uso e ao tipo do jogo escolhido. O tempo excessivo em frente às televisões ou computadores utilizando videogame traz alguns problemas tais como o sedentarismo. Os jovens acabam mudando seus hábitos alimentares ocasionando o mal da obesidade. Outro aspecto importante que deve ser ressaltado é a falta de socialização que pode ocorrer, bastante maléfica, pois a criança ou o jovem não desenvolve as principais atribuições para o meio social, comprometendo-os inclusive até na fase adulta. Em relação ao tipo de jogo, deve-se optar por jogos esportivos e educativos evitando os jogos que abusam da violência e tensão, que podem potencializar as atitudes violentas e sem consequência, principalmente das crianças no meio social que ela vive.
Como os pais devem dosar o uso dos videogames?
A dosagem do videogame varia em função da organização familiar, mas a minha recomendação segue a periodicidade da maioria das atividades extras de uma criança. As aulas de natação, as aulas de xadrez ou as aulas de teatro, por exemplo, variam de 2 a 3 vezes por semana e no máximo 2 horas diárias, o mesmo deve ocorrer com o videogame. Ele deve ser "mais" uma atividade de descontração da criança, não pode ser a única, nem a mais importante. O uso também pode ser liberado em eventos especiais, como por exemplo, em um aniversário ou em uma reunião extraordinária dos amigos. Mas é importante que o tempo seja combinado antes, e caso o número de crianças que irão compartilhar o videogame for grande o tempo pode ser aumentado.
É melhor proibir ou saber dosar o uso?
Com toda certeza deve ser dosado. Mas caso o combinado não seja seguido pela criança ele pode ser sim suspenso. Eu acredito que a proibição gratuita não deve ser implementada, pois como todos nós sabemos, o jovem poderá ter acesso a um game em diversos locais que você não conseguiria controlar. Assim, a parceria e os combinados devem ser adotados como premissa.
E como escolher os melhores jogos? Como os pais podem saber o que é prejudicial ou benéfico?
É uma resposta muito subjetiva, pois envolve valores e costumes de cada família. Mas, para tentar dar uma orientação genérica, eu diria que o ideal é que o pai ou responsável faça um test-drive no game. Depois, faça uma reflexão e tente sentir o que o videogame "deixou" em você - foi sentimento de angústia, de excitação, de tristeza, deixou um gostinho de "quero mais", enfim, verifique se estes sentimentos você quer que seu filho tenha. Caso não seja possível fazer esta "degustação" do jogo, você deve se atentar para a faixa etária indicada pelo fabricante, pela sinopse apresentada e se for para arriscar, escolha jogos relacionados a esporte, a raciocínio lógico matemático, a enigmas, a viagens, etc.
Os novos videogames (Wii, PS3) oferecem uma interação maior, com movimentos e até exercícios? Eles são mesmo bons? Conta mesmo como exercícios ou as crianças ainda assim precisam de um tempo ao ar livre?
Esta nova geração de videogames traz um grande aliado que é a minimização do sedentarismo, mas para ele seguem as mesmas orientações em relação ao tipo e ao tempo de jogo, pois a socialização e o ar livre devem estar presentes na vida das nossas crianças.
Vale ressaltar que estes games estão trazendo alguns problemas musculares, pois exigem esforços que as vezes as crianças não estão acostumadas, e no ímpeto do jogo acabam ultrapassando seus próprios limites. Assim, vale a recomendação de se ter uma boa conversa com eles antes da estréia do novo videogame em relação ao um alongamento muscular prévio e alertando para as complicações futuras.
Por Sabrina Passos (MBPress)
quinta-feira, 16 de julho de 2009
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